Hipnotizado pelo brilho de uma nova constelação em um céu inexistente…

Uma força de maré que não te puxa para o fundo, mas te tira todas as forças para continuar a jornada indefinida. Uma colherada de emoção em um enredo tão infantil que já perdeu a graça de existir. O coelho saiu da cartola, as cartas faltaram no baralho e as flores murcharam no lenço dos truques que o mágico cansou de repetir, escolhendo assim a morte das doses de espanto e carinho, que recebia nas sessões vespertinas na praça querida…

Preferiu dormir sem sonhos, despertar sem energia, falar sem razão e sonhar com os olhos marejados. Preferiu a epopeia de cores, a aquarela de ação e o atrito molhado de uma unção… Definiu planos ausentes, casos caóticos, limites frágeis e uma dieta cultural que se estendeu para a perda da sua grande reserva…

Daí, contemplou a solidão de ideias, de espetáculos, de aplausos e de pedidos. Daí sorriu com desprazer e buscou a ajuda que sabia não existir. Daí, se foi não indo ou viveu morrendo. Nunca soube o que seria de verdade ou de mentira adivinhada…