É tão difícil quanto ver crescer uma rosa em um vidro sem vida…

É como tentar definir o tempo, quando se deixou todas as oportunidades passarem sem nenhuma razão. É a pitada de ironia usada no momento sério do dia. É uma data marcada e planejada, que cancelou para todo o sempre sem nenhum aviso prévio.

É um amor perdido. Um caso como qualquer outro. Uma dor aguda e cheia de angústia que tanto foi poetizada. É mais uma noite em claro com pensamentos na cabeça e lágrimas no colchão. É o ar que falta no momento certo, mas que o corpo retém porque é o último suspiro de força…

São tantas coisas parecidas ou quem chegam próxima dessa definição, que acabamos refém sempre do que os demais falam e nunca usamos o que realmente sentimos. Talvez se fossemos menos dependentes de definições, conseguíssemos conviver com esse redemoinho em forma de montanha-russa. Talvez pudéssemos entender a beleza da subida íngreme, contemplarmos a vista até o último segundo, para viver o auge, mas também ter receio da descida tão famosa e esperada que chegou meio que sem avisar…