A malícia está presente nos olhos de quem a detém. A situação só se entende quando a realidade se mantém…
Uma história de verão ou uma carência de inverno. Os antônimos de uma única ação se contrapõem no momento de início, mas se entrelaçam fixamente no desfecho conhecido. Ele nunca iria ser o certo e perfeito. Ela nunca ficaria depois que o frio chegasse. Os beijos inquietaram os corpos carentes, o calor do momento estremeceu os olhares maliciosos e o sexo no quarto escuro foi apenas para que burlassem a realidade por aquele momento e as imagens e lembranças fossem criadas e vividas apenas na imaginação. Seria o temporário conhecido, mesmo com a ligação no dia seguinte e o convite sem resposta na próxima semana.
Haveriam os diálogos fracos e inábeis. Haveriam felicitações soltas e completamente impessoais. E sem querer, eles se esbarrariam na rua um dia desses casualmente. Se abraçariam e tentariam conectar duas ou três tentativas para se reviver o que cada um imaginava de um jeito. Não iria acontecer. Haviam outras festas para se viver, outros caminhos para desbravar, outras línguas para entender…
Daquele dia em específico ficou o esquecimento de como se iniciou e apenas uma vaga imagem colorida falsa, criada pela imaginação pintando de verão forte o que na realidade foi um quarto escuro e abafado…
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