Ele se calou por um instante para contemplar o azul da primavera. Era a primeira vez do ano que o azul vencia o cinza de sempre…

Foi como se um novo mundo se abrisse por completo. Foi um convite para se desfrutar sem limite. Era um sol sem nuvem, como se o mundo deixasse as aflições de lado para mostrar que a primavera traria novas… Os risos eram constantes, as melodias embarcavam os rostos e os sorrisos piscavam pela novidade. Era um velho mundo que se aplicava uma maquiagem de alegria.

Foi momentâneo e a chuva logo viria para limpar as ilusões e relembrar da verdade. Mas ele deixou a janela aberta para que se lembrasse do frescor do sol, do perfume da menina do seu lado e de como os dias eram do seu passado…