Ele suplicava nas suas preces pela noite, antes de dormir um sono que nunca sabia se seria bom ou não…
Pedia muitas coisas em momentos diferentes e a intensidade mudava drasticamente com o passar do tempo. Os pedidos de proteção iam ficando rarefeito com o passar dos anos, mas os pedidos que encontrasse uma cura divina para a sua solidão, era de uma angústia ardente e palpável.
Com a fé de que teria seu pedido atendido, caminhava confidente e buscando sinais extraordinários aos passos diários. Confabulava com seus pensamentos certos cenários e tentava compreender se determinadas situações eram alguma prova dessa divindade superior a quem tanto clamava…
As preces aumentavam de intensidade à medida que tudo continuava no mesmo estágio de sempre. Cada noite que regressava para casa sozinho, criava suas histórias na cabeça e, já embriagado, pegava no sono em meio de preces de ideias desconexas e lágrimas de puro desespero…
Despertava do seu pesadelo real e fazia promessas vazias já arrependido das suas ações da noite anterior. Era tudo um ciclo. Tardava menos ou mais, mas tudo começava novamente. As preces para proteção, a falta de um amor companheiro e o arrependimento de uma noite alcoólica com a ressaca da derrota brindando a dor latente em sua cabeça…
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