Folheio as páginas despedaçadas pelas lágrimas, pelos gritos e pela tristeza de um coração que tentava mostrar vida…

Revivi o mesmo sentimento, no mesmo lugar e com a mesma intensidade de antes, podendo examinar a angústia na sua melhor perspectiva. Novamente senti a mesma dor que brotava do peito, arrependido e sedento, que corroía como veneno as entranhas do corpo. Estranhei a mudança de tempo, os fatos no jornal, a música do rádio, o livro da cabeceira…

Tudo era tão igual, familiar e aconchegante… Exatamente o mesmo espelho puro da vida real. Indaguei, acordando do transe, o porquê de tantas semelhanças e percebi as folhas poetizadas no canto de um vento qualquer. Ali estavam elas. Influenciadas pela música cadenciada e com todas as lembranças vivas espalhadas pelo quarto…

Novamente tentei buscar a vida perdida antes de amar tanto como amei…

Em vida, sonho e luar…