Como te descrever em um texto, sem ser repetitivo? Como escrever sobre você, sem usar as mesmas conotações anteriores?

Como simbolizar este nosso laço, sem as mesmas imagens utilizadas tantas e tantas vezes por essas linhas sem cor? Como transcrever um sentimento, sem usar a eterna redundância, que nos fez mais do que dois desencontros? Eu repito tentando fazer de algo tão antigo, uma novidade. Eu mesclo situações, tentando fazer um filme inédito, com as falas e desfechos já tão conhecidos. Eu penso em idiomas distintos, para tentar criar novas imagens, mas elas tem a mesma tradução de sempre. Com esse esforço do mais do mesmo, me perco da simplicidade. Talvez por você não estar aqui, talvez por você aparecer em um sonho distante ou talvez por você nem existir. O amor é a mistura perfeita do que existe e do que parece existir. O amor é querer fazer uma conta dar outro resultado. O amor é algo que não cabe em palavras aglomeradas. O amor é aquele suspiro que treinamos tanto para não esquecer, mas de tanto treinar, acabei me esquecendo como é te amar…