A placa dizia para nunca se desistir e buscar uma nova saída, mas como fazer isso sem um caminho?

Como entender as nuances de uma nova curva no mundo? Como prosseguir subindo, se os olhos estão vidrados em um ponto abaixo? Como percorrer caminhos que não são seus, sem causar um impacto e carregar-se em marcas distintas?

Um novo objetivo, uma nova vila para se conhecer, um novo endereço para se registrar e um novo idioma para aprender. Uma nova casa para se chamar de lar, um novo grupo para criar os laços, uma nova estrofe para poder rimar. Uma redondilha para cantar, uma frase para unir em orações e um novo sentido para acreditar…

São antônimos em uma fila de similares. Um lago que reflete o caos acima de sua beleza. Uma concha que faz o barulho do mar ser infinito no seu sono. Uma praia que faz suspirar a mais bela perfeição.

E tudo isso sem responder nenhuma das perguntas que atormentam, mas apenas para mostrar que outras cores e situações povoam essa aquarela chamada dia.