Sempre tive rimas prontas para manhãs de verão. Não precisei seguir um caminho longo, pois verão rima com paixão…
Amor leva este estágio mal preparado para a dor. Com estas quatro palavras tive um livro imenso e infinito de um enredo tão conhecido e ao mesmo tempo novo para olhos desacostumados. Cortar este enredo e buscar novas imagens para poetizar, foi uma tarefa complexa e com pouco prazer. Me senti pobre e desprotegido, ao olhar meu caminho traçado de cores iguais e sacramentadas de um mesmo fim. As madrugadas foram de questionamentos intermináveis, vozes pulavam em meu peito prodígio e nada pude fazer para acalmar estes intensos espinhos.
Sempre preferi o verde das esmeraldas, mas nunca havia poetizado o intenso rubi. Sempre preferi o perfume da relva nas manhãs de outono, mas nunca havia associado um amor com as flores deste imenso vale. Os vícios estavam tatuados em minha mente, pulavam meus olhos e não conseguia encontrar uma escapatória agradável. Precisava de um novo amor e busquei nos opostos a estrada que fizesse a perdição corretiva. Procurei novos olhos brilhantes e traçar versos modernos, sem o amor latente, para conquistar a abertura sonhada. Eu procurei e nada achei, mas já sabia pelo menos o que desfazer do mesmo caminho de sempre…
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