Sou o último minuto do sono prometido e sou a sua última chance de dizer que ama alguém…
Eu tenho uma voz na minha cabeça ditando caminhos e rimas soltas. Tenho as contas pagas para poder seguir adiante. Tenho os motivos traduzidos em uma carta desbotada pelo tempo. Tenho a vacina produzida contra o que foi nocivo no passado e estou preparado se aquela sombra infinita voltar. Tenho a campainha de uma nota só, tenho as letras arrumadas e a senha descoberta. Sou o livro aberto no capítulo que quiser, pois ainda vamos juntos escrever essa epopéia.
As pílulas fazem o efeito desejado, os créditos se esgotam com os débitos lançados. Tenho um sonho enraizado em minhas veias, tenho a necessidade de desenhar esses contornos para me fazer mais vivo que o momento anterior.
Sou um refrão pegajoso esquecido, mas que já cantaram. Sou o ponto final de um abismo que acreditavam não ter fim. Sou a cura da melancólica vitrine e como disse no começo, a última chance de você amar alguém.
Conte-me algo aqui...