Com amor senti em minhas veias fluírem lembranças. Com saudade vi meus olhos lagrimejarem cenas antigas…

Com felicidade construí em minha mente um filme antigo. Com tristeza vi que era tudo uma fantasia e nada daquilo foi aproveitado realmente. O frio sela o ambiente estranho e tudo fica confuso com o ar polar. As ruas, que já fizeram sonhar, tinham o mesmo ar sombrio e convidativo de antes, porém apresentavam um gosto diferente. Um sabor de mudanças…

Era isso que estava faltando e fazia com que a angústia crescesse dentro de mim. Lembrei de músicas, lembrei de beijos, lembrei de olhares, lembrei de vozes, lembrei do platonismo e das noites que cantei de peito aberto um amor novo que enchia meu coração de vida…

Com receio vi tudo desmoronar em meio à lágrimas e gritos ocultos de desespero. Com dores em minha alma cantei para algum amor antigo. Mas tudo era em vão. E era assim, porque a solidão era mais fria do que a noite, mais fina que a chuva e não mudaria minha sentença. Com amor vi meus antigos amores indo como vento, que passam e beijam o rosto com saudações e adeus, sumindo no infinito e deixam um ponto dolorido na morte do próprio coração…