Sem pensar nas consequências enganadoras desta vida, vivemos como ensandecidos e frenéticos…
Inimaginável é a sensação dos entorpecentes no sangue. Trazem encanto, relaxamento e sonhos… Trazem visões, compreensão e muitas ilusões…
O lápis escrevendo no papel é mais uma fantasia que toma conta da mente fraca — mente esta, carregada de ilusões, como se fossem a vida real. Os olhos não acreditam em quase nada concreto, e o abstrato personifica-se em tristeza. Realidade e fantasia caminham por entre a grama verde, de mãos dadas… E verde torna-se o mundo sob esse aspecto.
O sangue corrente acelera, a mente viaja em pequenos detalhes. Os olhos giram de tal maneira que tudo se torna lento. O amor vira ódio, e o ódio corre para longe desta confusão. Apalpo o infinito com todos os meus dedos e chuto para longe a sanidade…
Dúvidas tornam-se remédios, e figuras dançam conforme o vento sonoro. O céu desmorona em forma de tempestade de verão, e de um vulcão saem estrelas e a lua — corretamente cortada ao meio e brilhante. Brilham também meus olhos, que escrevem essas sensações de um plano bizarramente real. O medo é engraçado e conta piadas para me fazer rir…
Tudo é distante, mesmo sem saber o verdadeiro significado da palavra sentimento…
Conte-me algo aqui...