As rimas e construções poetizadas me lembravam tanto teu olhar, tanto tua leveza…

Meus olhos cintilaram de lembranças amenas, abafadas pelo teu doce respirar. Eram tantas poesias! Tinham pouco da forma conhecida, tinham pouco daquele leve orvalho romântico. Mas, todas elas tinham meu amor. Em cada palavra, cada abstração que ninguém entendia, cada cenário que descrevia um pouco cada suspiro que encontrava na lira perdida, seu principal afeto. Um corredor móvel completamente tumultuado, mas sentimentalmente rigoroso. Uma colheita de grãos que nunca poderia ser plantada novamente, apenas uma vez com o seu sabor infinito, somente uma vez com seu brilho de seda, somente uma vez com seu néctar dos deuses.

O amor só existiu naquelas palavras, naquele tempo, com os olhos lacrimejando a principal verdade… Aquela que até hoje não consegui respirar. A verdade que tento não sonhar e que já não consigo mais mentir para meus sentidos: Eu não amo mais ninguém.