Estranho é pensar nos diversos caminhos que percorremos e nas diversas escolhas feitas durante nossas vidas…
Eu acordei durante a madrugada fria e limpa. Os olhos demoraram para acostumar com a claridade que vinha da janela. O corpo machucado e cansado estava mais pesado do que o normal. Ao me debruçar pela janela e olhar o céu, vi toda sua profundidade e todos seus segredos…
O ar melancólico, que respiro todo minuto, fazia eu entender as coisas máximas da minha mente. Estrelas não são pontos mortos no espaço, como sempre imaginei. São muito mais que isso. Significam vida e eternidade – essa eternidade da falta que sempre vai estar na vida das pessoas. Entre solidão, sem alegrias no coração e esse vazio que simboliza toda essa eternidade de falta. A morte presente, sempre vigiando sonhos e desejos ocultos… É esse o significado de tantas estrelas no céu…
E assim vi duas luas. Duas massas. Duas vidas. Vi o quão errado posso ter sido e também o quão certo preciso ser. Duas incógnitas. Dois desejos.
A vida é um par que nem sempre precisa ser compartilhada. E no meu caso sempre estarei sozinho no canto escuro e misterioso, tendo dois caminhos e dois desejos. Dessa duplicidade íntegra, vai restar somente um ser, uma vida, uma solução e um caminho. O plural que torna tudo singular. A paridade transfigurada em um único porquê e em um único fim…
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