Talvez o rabisco significasse algo mais que a água gelada apagou por pura inconsciência poética…
As tarefas se acumulavam, junto com o pó do descaso que parecia não importar mais. A briga dos vizinhos foi apartada pelo ar pesado de outras situações que queriam expressar sua alegria. O som saia abafado da caixa de som antiga do quarto e não parecia reconhecer o ambiente ao redor. A marca no solo dizia que estava há muito tempo ali, mas era impossível realmente explicar as origens daquele refrão…
Era uma velocidade proibida. Uma junção de datas que pouco faziam sentido. Garrafas quebradas entre as tentativas dos passos. Fotos esbranquiçadas pelo sol que há tempos não entrava pela janela. Os resmungos inaudíveis de um grito em óleo e tela da famosa borda. Um chá limpador em hora errada e angustiante. O telefone que não tocou e esqueceu de anunciar o novo trabalho…
Ali no meio daquele caos transfigurado poderia ler sem esforço – “Eu sou melhor sozinho. Eu sou melhor ainda morto.”
Conte-me algo aqui...