A soma da realidade nunca foi amiga confidente do seu sorriso. Nunca soube dizer o que buscava nas curvas dali…
Um vidro fosco que ilumina o espectro de um desconhecido. A aquarela borrada de devaneios culposos e ocultismos, fizeram o enredo se perder entre uma terça-feira quente de outono. A bela jovem aguardava o seu pedido na mesa solitária do parque fechado, sonhando com um olhar de cinema que com certeza não iria aparecer. O atrito do carrinho de compras gasto pelo tempo e pelas irregularidades do seu chão, suspirava o seu último desejo…
O amor era o objeto de desejo de muitos ali, mas a mal arrumação dos adjetivos e conjunções, não conseguiam construir uma oração que o sujeito fosse oculto e onipresente. As rimas da música conhecida já não grudavam mais e toda essa repetição em exaustão, fez os olhos se fecharem e implorar para que tudo fosse passageiro, como num sonho de álcool e ressaca…
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