Chorou seus últimos suspiros, seu último fito, sua última gota branca de esperança, seu último pulo em busca da solução…

E ouvi! Ouvi como paciente, ouvi como observador, ouvi como ferramenta. Soluçou para continuar, contava suas tentativas, gritava suas escolhas, chorava suas respostas… Meu olhar alternava em cada momento inusitado de angústia. Mudava como o vento, mas mantinha-se sereno e calmo. E ele continuava… Secando-se ainda mais, retesiando para a saída, implorando para a solução vir e mostrar a felicidade que existe depois do sinal de igual. E assim foi, durante tempos, ele contando e eu escutando… Concordava, fechava meus olhos e tentava ajudar em solução, mas não importava!

Era sua ira, seus problemas… Que estavam dentro de mim e eu, abalado como um todo, não podia me mover sem pensar que aquilo me afligia, me tirava o sono, era a causa das minhas dores, dos meus medos. Aquilo era real e eu não conseguia ver outra explicação.

Eu fiquei sem ação e durante todo esse tempo eu não expeli das minhas cordas vocais um “a” ou um suspiro de alívio, pois aliviado fiquei quando ele se calou e me deixou livre das avalanches verdadeiras de todo o meu sentimento interno…