O ar gélido congela a face fechada de alegria e agoniza na falta de lembranças…

E por que todos os caminhos são confusos e sombrios? Um suspiro depressivo ganha o lugar e o peso desse ambiente que cai sobre os ombros latejantes da pancada real. Substâncias movem-se ao sabor de um vento que vive de ilusão, que vive em um recinto abandonado de janelas e qualquer saída. De tão seco que o chão se apresenta, chovem lágrimas de chuva de um céu ensolarado de verão quente.

Verde, sim, é a água que brota de um velho vaso raso. Os olhos? Atordoados com tamanho poder alucinógeno nunca se acostumam com essa fuga da realidade sombria, mesmo que tudo não dure poucos segundos. As mãos ditam o caminho mágico a ser trilhado e a mente, sempre vilã da história, tenta fazer os ouvidos escutarem que quando o efeito passar sobrará novamente o velho quarto escuro, frio, triste e sem saída…