Abri a janela e o coração. O sol inundou o quarto, o coração inundou minha alma…

Te esqueço como a laranja foge do caos da colheita. Te esqueço como o sonho acordado atrasado. Te esqueço como a música que termina sem um refrão. Te esqueço como sempre fiz em meus pensamentos…

Te quero como o beija-flor busca o néctar das flores. Te quero como o prisioneiro sonha com a liberdade. Te quero como o poeta quer a inspiração…

E qual seria o sentido do concreto pensando em abstrato?

E qual seria o sentido do abstrato pensando em concreto?

Qual é a razão do amar alguém que não se deve amar?

E a razão que se deve amar alguém que não sabe amar?

E nesse devaneio de incertezas, de comparações, de sonhos e de fantasias eu esqueço de querer e começo a querer esquecer tudo, inclusive de você…