A paisagem muda de cor com a estação caminhando para o seu fim. Os perfumes já aparecem no caminhar leve da manhã…

É uma metamorfose agraciada pela ingestão de euforia e magia, em quantidades invisíveis, mas fartas pela sua certeza. As risadas se abafam com o canto dos pássaros e até existe um silêncio profundo, mas que não machuca como antes.

É um passar de tempo pueril, mais longo e recheado de prazeres gratuitos aos passantes. É como o novo idioma que começa a fluir sem um gatilho definido, mas que causa o sorriso leve e aberto ao fim de uma conversa sem sentido no balcão.

É o tempo dos olhares quentes e de longos abraços sem peso. Apenas a certeza que o ciclo iniciou na contagem que se aprendeu quando criança. É a certeza que o mundo girou e que pode trazer uma série de respostas que nem se imaginava mais…