Sem um amor para cantar. Sem um beijo para relembrar. Sem um coração para culpar…

Era uma poesia quase sem vida. Com rima, mas sem ritmo. Com canto, mas não polida.

Era uma poesia sem objetivo. Com a intensidade necessária, mas sem nenhum adjetivo.

Era uma poesia natimorta. Com o início e meio, mas que no fim desconforta.

Era uma poesia porque queria dizer. Sem escola ou estilo próprio. Era poesia apenas para ser.

Foi assim até acabar.

Sem uma razão, choro ou revelação.

Foi uma poesia que era difícil achar

Que ao invés de coração resolveu chorar para o frio e implacável chão…