Quis fugir e gritar uma agonia latente. Uma vontade de recomeçar que se perde nas entrelinhas da conversa…
O passado era tal cruel que ela conhecia todas as suas cores e mudanças. A redundância das palavras, o frouxo movimento e beijos sem vida que recebeu. As noites que foi apenas uma parte de diversão, sem atrevimento de se tornar pessoal. Gostava das badalações que a faziam ser notada nas diversas cores da noite alta. Era uma de sorriso fácil, mas que por dentro levava um acre vulto de insegurança. Um traje belo, mas com furos profundos que a faziam chorar todas as fantasias que vestia em seus sonhos. Ela tinha um frio tão intenso que era a solidão soprando suas pernas nuas, apenas para lembrar que o passado era presente. Ela queria desenhar um futuro diferente, mas não encontrava saída ou tinta para começar e se perdia novamente no carrossel de sempre…
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