Um doce momento, curto e vespertino. Como a brisa que acalma depois de um verão insano. Foi como aquele olhar perdido que não se sustenta por não acreditar mais…

Um punhado de planos e decisões, borrados por discussões perdidas. Desconfianças caseiras em um viés de ditado popular e cores berrantes que não traduzem as estações, apenas sugerem um tempo passado. O olhar se perde, o tesão se esvazia, a razão controla as metáforas e um novo vilão acaba por aparecer. Não existem nomes compatíveis, sentimento inabalado ou até força nas promessas e desejos anteriores. 

Existe um nada que transbordou para um acaso qualquer. Um ostracismo mirado de bondade que apenas seguiu sua estadia máxima e estourou a permanência figurada pelos lados do campo. Apenas ficou nas ideias de quem desejava algo mais, mas sem entender que não era o suficiente para manter-se vivo ou para agarrar a intensidade para que o relacionamento sobreviva às tempestades que vem e vão…