É como um vento de vidro que sopra para longe do abismo horizontal que se abriu no destino fiel…
A bruma da manhã some logo após o grito do pássaro rebelde na floresta adiante. O fogo se apagou com a mesma força do seu princípio e se extinguiu como a flora ao redor. O corpo tremeu de um frio escaldante, afogando aquele que tinha uma sede criminosa. Os vultos dançaram em seu próprio ritmo, fora de compasso, em outra esfera, sem qualquer conformismo. A identidade borrada no chão de veludo era o toque final esquecido — um tempero que a faria partir mais feliz…
O eco produziu a presença mais de uma vez, mas o vão se iluminou com um luar novo, que o eclipse deixou tamborilar no predicado da canção. A nau frágil que o poeta criou jamais poderia ser concreta, e a chuva curvou o céu para que todos os pedidos se perdessem. Havia uma esperança na carta escrita ali, sobre a escrivaninha infantil, mas o rapaz cresceu e já se esqueceu há muito dos seus sonhos…
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