É como uma aflição prudente, que toma vergonha das situações e enumera os resultados nos olhares que ganha ao ser esquecido…

É como uma aquarela sem vida. Um recheio sem sabor. Uma epopeia sem a ação característica. Uma troca de atrito com um medo de carregar algo mais. Um vírus que te expõe ao perigo e ao ridículo. Uma mentira infeliz e o recomeçar pungente de necessidade. É o grito de desespero ao acordar com o próprio soluço, com os olhos tentando se acostumar com a escuridão nova e não reconhecer os principais traços da vida. É um frio fora de época, enjaulado para que a corrente nunca se quebre. É como uma poesia, mas sem um sentimento definido. É como um amor odiado, uma redondilha sem rima, uma promessa sem interesse.

São definições ocultas, desejos ardentes que os toques se recolham e façam gozar nos sonhos nunca compreendidos e sem volta – como tudo na vida…