Risos ecoando ao longe, após uma nevoa que trouxe mais questionamentos do que razão. Uma boa pitada de poesia intransponível feita de algodão…
Um verso solto e sem frio. Com um calor estacionado por pura angústia linear. O convite amassado na soleira da porta. O esquecimento depois de um abraço falso no fim da tarde. Os olhos não brilham mais ao receber o beijo da saudade. As palavras vibram sozinhas e desconexas em um turbilhão perdido. Frases curtas que não ditam um ritmo. Muitos cenários inaudíveis de transcrição, descolados de uma retina cansada. Diagnóstico de uma solidão que se apoderou do tanto faz. Uma tristeza que cresceu se alimentando do vazio. Uma saudade que não se caracteriza, mas se explica por poucas palavras. Palavras essas que não são conhecidas e apenas trazem um suspiro, como se fosse assim o final das vibrações…
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