Ela sorria sem jeito, como se estivesse brava, mas era seu jeito de não transparecer nenhum sentimento por aquele momento…
Havia uma inquietude na atmosfera, como se aquela noite fosse finita e nunca fosse se repetir ou perdurar por mais do que um suspiro. Ela ofereceu uma bebida, mas os beijos eram mais urgentes e ela nem insistiu quando ele a chamou para experimentar mais daquele sabor…
A temperatura subia pelo atrito do corpo e logo as peças de roupas foram deixadas pelo chão e os mistérios existentes, revelados. Eles sabiam que não seria perfeito, mas queriam que fosse algo impactante. Era uma urgência surda entre os dois por motivos distintos. Ela guardava seus segredos de porquê estar ali. Ele estava recluso há tempos para não parecer desesperado.
O sofá foi testemunha do banho de suor, prazer e suspiros. Uma marca surgiu como se fosse o recibo da festa tardia que eles haviam criados e confessados como se fosse mais uma na longa lista misteriosa, mas ambos sabiam que aquela perduraria para mais tempo que o necessário…
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