Quando se olha ao redor, percebe as histórias incompletas sendo preenchidas nos espaços que antes ocupamos com pensamentos…

A roseira despercebida pela falta de cor, a conversa esquecida na conta do bar, o olhar vago que diz mais que um livro completo. O alongamento explicado mesmo sem intenção. A barganha pelo preço que mata a fome, entre a aflição de quem não pode pagar e seguiu o caminho. O cansaço do trabalho árduo em um dia que a ressaca estampa a face viva. A piada para chamar atenção que hora funciona, hora não…

O mar revolto quem não permite a diversão, a menina princesa que sonha com o seu palácio futuro. A conversa infundada de conhecidos que nunca passariam a uma amizade real. A alegria de um início de esporte com a exaustão do fim da série. As risadas da empolgação pelo livre momento de curtição. O copo quebrado que fez o cachorro acordar e latir, quase bendizendo que o azar agora mudou de mãos…

O vento que refresca e estraga o sol de um dia de alegria, nublando com nuvens de incerteza do que realmente se pode esperar e viver dessa aleatoriedade em forma de multidão…