Alertas perdidos na saída da cidade. Sirenes que silenciam pensamentos e sonhos. Palavras perdidas em um muro quebrado por derrotas impensáveis…

É impossível dormir com as alucinações brincando nos olhos. As horas contam uma regressiva e adiam todos os sonhos que foram feitos. Promessas quebradas por brigas seladas no jardim não arrumado e sem vida. Mesmo que possamos matar todos os pesadelos destes passos, ainda teremos as intermináveis lutas que nos acusaram. Provavelmente essas palavras não irão me matar, mas contaminam a jornada.

Amei por muito tempo os ritmos e palavras que não conseguia compreender. Brincava de associar traduções livres com rimas desenhadas na borda do papel. Eu apenas continuei caminhando e me deixei levar ao fim do túnel. Ao chegar, as luzes vermelhas me cegaram e me acolheram – consegui ver que o perigo era apenas uma ilusão, mas a vitória era impossível de se prever. Daí eu apenas decidi tocar a música que os anjos e demônios cantaram num dia qualquer passado, desanimando e seguindo a melancolia de ser o autor dessa canção…