Começo a me repetir em ideias que antes me pareciam inéditas e coerentes. Começo a redesenhar a mesma jornada que terminei anos atrás…
Tento redefinir a mesma estrofe do mês anterior para que ganhe um novo significado usando a mesma temática que já explorei. Tento emoldurar um quadro que já foi criado décadas atrás para que ele tenha as cores vivas de um momento que já passamos. Tento recriar essa história de maneira que os atores não mudem, mas o final seja inesperadamente o mesmo que já conhecemos…
Em algum momento a redundância tomou conta dos meus versos e paralisou por completo a minha maneira de criar as histórias. Em algum momento os diálogos roubados começaram a se repetir e eu não percebi que vivia o mesmo dia várias e várias vezes. Em algum momento o tempo parou de correr e era apenas eu suando pela mudança climática que alguns juram ser assunto batido e passado…
E eu apenas tentava criar uma nova poesia do zero, sem usar as ideias de antes, mas falhei porque nem consegui rimar o título com o verso final…
Conte-me algo aqui...