Sonhei certa vez em ser um daqueles poetas que não passam despercebidos…
Que todos olham e admiram a obra, mas sem sucesso ou brilho. Seguiria a vida cantando uma prosa indecifrável, mas que marcasse os passos dados em uma névoa vital. Sonhei tanto que me perdi dos endereços deste plano inicial. Continuei sem denotação, sem prosa e sem lírio… Continuei como uma vírgula colocada em um lugar errado, onde ninguém percebe e continua este ditado mal falado de palavras soltas ao vento, sem significados e sem distinção. Continuo tendo o abstrato como acolhedor da falta de um sono ou descanso entre mim e minha fraca tendência.
Sonhei certa vez que gostaria de ter uma escrivaninha e um caderno limpo para escrever meus contos de amor. Sonhei tanto que hoje escrevo as lamentações, dia após dia, em retalhos de um coração que já se cansou de alimentar essa e tantas outras ilusões…
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