Não consigo desfazer o passado latente que perambula em meus passos como se fossem futuras linhas das minhas decisões…
Não consigo travar as decisões já impostas em meus predicados cada vez mais exuberantes e minguantes. Não consigo desmerecer o joio de toda glória que ignorei até aqui. Não consigo esconder o acre sabor ao ver que os olhares se repelem ao contato com o sol de verão. Não consigo lembrar a última vez que a esperança me felicitou com o sabor fresco da sua calma celeste…
São apenas algumas cicatrizes, que aprendi a rir e memorizar suas linhas e diálogos soltos entre muralhas derrubadas de um orgulho que seguia meu sobrenome, sem jamais ter insinuado familiaridade. São resultados matematicamente lógicos e provados até mesmo pelos que desdenham da impossível ciência. São recados perdidos, que talvez pudessem me salvar se fossem ordenados no tempo certo – usando a matriz que jamais conheci e nem sei se existe de verdade. São cacos de um vidro que se decompôs por fatores diversos e que jamais se salvariam…
Conte-me algo aqui...