Um inferno astral que não relaxa até o último suspiro. Um giro solitário de um lobo fora de controle…

É a data escolhida para uma festa errada. Uma iluminação falha em um grande banquete embrulhado. Umas tentativas em vão para enviar o mal para longe. O suor grudado na face exposta que se esconde na máscara. O sorriso falso que brinda o novo e velho normal…

É uma forma erudita de conversa entre amigos. A nova solidão que se afoga em antidepressivos para tentar um novo caminho. É a namorada que se foi sem pensar duas vezes e a desculpa esfarrapada no chão de cansaço. Foi o beijo que ela imaginava no banco do carona. O ato sem vergonha da tarde de calor. O almoço frio que nem o pedinte quis…

Parecia que tudo iria se ajeitar, mas a maré mudou. Os tempos mudaram e a chuva reapareceu fora de compasso. Lavou a alma, levou o barco, mudou a maré e provocou o acidente fatal. A rima nunca se fecharia porque no final, isso tudo não era para ser poesia. Isso tudo era para ser alguma coisa indefinida…