Ninguém sabe como é a morte de uma estrela brilhante e nem quais são as últimas notas tocadas…

A razão deste cantar se perde por outros caminhos e sem saber em qual distância ela se achava daqueles primeiros versos. Sua chegada não foi marcada e seu espaço, em um firmamento tão imenso, também não, mas o importante é que ela estava ali, exatamente no momento que lhe foi destinada. Serviu de inspiração para algum poema partido. Serviu de alívio para um aflito e até serviu de guia para uma insônia.

No seu momento brilhante, iluminou um olhar de criança que sonhava em ver de perto aquele brilho tão imenso. Ela não queria um nome famoso ou a eternidade para brilhar. Ela viveu apenas por um instante, mas neste instante serviu de alento para a voz fria de um poeta. O mesmo poeta que perdeu tanto tempo olhando para o céu e seus brilhos mortos, que se esqueceu do entendimento da sua vida e foi marcado no gesso frio de uma lápide qualquer…