Eu queria ter escrito tudo antes, mas não encontrava as palavras certas e desprovidas de emoção…

Quando descobri que iria voltar para cá, logo pensei na promessa que fiz para você naquela praça – “Má, promete para mim que vai ficar bem e vou te ver com esse sorriso enorme no rosto e vou querer um abraço bem apertado, tá?”. Na verdade, eu apenas pensava nessa promessa, porque depois de tudo que passamos, era o fim de um ciclo que eu jamais teria aguentado se não fosse você. Porém, você não parecia muito à vontade com essa situação e se distanciou de uma maneira que eu não havia nem imaginado…

Sempre deixei claro que nossa amizade era o meu bem maior e que nunca consegui te enxergar mais alta que uma deusa salvadora em minha vida. Alguém que eu terei uma dívida eterna para ajudar o que for, onde for e da maneira que precisar… Mas isso apenas padecia do meu lado, pois havia uma indiferença e distância tão incomum entre nós. Eu que já havia confessado, em lágrimas e soluços, a sua importância em minha vida, fiquei novamente sem chão ao perceber que nem o carinho demonstrado antes havia sobrevivido aos meses fora.

É a quarta vez que te tenho em meu enredo, mas a primeira que mostro uma tristeza por não te conhecer mais. Não conseguir entender essa sua mudança drástica e sem entender onde foi que não contei que você foi a parte mais importante. Que eu jamais iria te deixar sofrer por qualquer problema que fosse. Me desculpa se errei ou não deixei isso claro, mas hoje compreendo essa sua ausência como se eu fosse apenas mais um nas suas páginas vividas, onde por aqui eu já separei o maior capítulo inteiro para você…