Pétalas amassadas por básicos cheiros irreconhecíveis. Promessas seladas em um cartão de vento, de podre firmamento…
Uma beleza talvez incompreendida, certo brilho que não se acostuma, mas se perde. Ideias que chegam e vão como um plástico envolvente, um riso não solto, um predicado que deveria ser mais presente. Existem gamas de sentimentos, de surpresas, de toque agradável e de presença notada, porém ainda existe aquela escuridão atraente, aquele fim necessário e, por mais amor que esteja pintado em sua embalagem, a escuridão se torna mais verdadeira que tudo. Não existe conserto para um amor que nunca existiu. Não existe mudanças de comportamento por algo que nunca foi desenhado com vontade. As flores podem ser as mais perfeitas já vistas, mas exatamente como todas as partes vivas deste caminho, elas caminham rapidamente para a escuridão. Nem as flores gostam de simbolizar um amor de fantasia. Nem as flores gostam de participar das mentiras. As flores não gostam do amor e morrem antes da primavera querer seu último suspiro.
Conte-me algo aqui...