Era um caminho traçado com sonhos e planos tão irrealistas, que pareciam realidade…

Não havia um princípio ou uma razão explícita para se desejar tanto trilhar o caminho do amor. Muitos já haviam tido essa genial ideia e o resultado foi o frustrante vazio de descrições de como era o final dessa jornada. Não porque ninguém quis escrevê-la ou descrever como era a vida quando o caminho terminava, mas simplesmente por não existir um ser que tivesse tido o sucesso de encontrar, percorrer e chegar ao fim do caminho.

Era uma jornada tão utópica quanto o homem viver em outro planeta. Talvez em um futuro? Mas ainda assim era inexistente para o presente que a tentativa foi feita…

Traçar o plano de encontrar o caminho já era de uma bizarrice sem explicação. Depois vinha os desejos a realizar quando estivesse percorrendo. Tudo de uma abstração tão palpável quanto os próximos números da loteria.

Mas tentou mesmo assim. Fez seus sonhos, percorreu os primeiros passos e se perdeu em um emaranhado de falsas alegorias que machucaram mais do que poderia imaginar. Tentou retornar algumas vezes, mas haviam tantos borrões nos seus passos, que não saberia dizer qual jornada seguir para retomar sua vida anterior.

Descobriu, pelos mais tenebrosos motivos, que o amor não se encontra, não se caminha e, muito pior, não termina em um lugar pré-definido…