Mesmo as maiores seguranças têm suas falhas e acabam criando sofrimento premeditado…
É o caso da orquídea que se quebra no vidro que a protegia do frio e das temperes do mundo. Mundo esse infinito pelo seu campo de visão, mas ainda assim pequeno o suficiente para ela se fazer notada. Notada no meio de uma multidão que jamais olha para o lado para admirar a beleza gratuita dos dias de estação. E cada uma guarda sua peculiaridade e encanto, mesmo no frio doído ao calor extremo e sufocante. Todas elas guardam seus segredos e pontos de beleza única…
Era o que aqueles olhos verdes buscavam. Olhos de uma menina esperta, que aprendeu que a vida era maior que o seu caderno de sonhos e sua aquarela planificada e estática. Ela descobriu um mundo todo quando mesclou as cores que não estavam em seu manual e daí todas as barreiras se foram, se fazendo notar a morte da pequena orquídea e também de como ela o retratou em forma de pintura e poesia morta…
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