Um copo vazio no chão de mármore gelado. Uma pétala solitária no adereço moderno…
Cânticos de uma noite recheada ainda se pegam na secura característica da manhã seguinte da insanidade. A água refresca a dor latente na cabeça que ferve para recriar as últimas falas e momentos de realidade. O ambiente ainda pesado que deixa não deixa o sol vencer a batalha. Uma ardência pela angústia do não lembrar…
Houve um momento alegre, com beijos perdidos e amassos no canto da cozinha, enquanto se preparava os drinques pesados. Os olhares se cruzaram para indicar um único desejo compartilhado. A risada dela, abafada no seu peito, enquanto as mãos descobriam cada parte do corpo exausto e suado. O beijo de fim que ela deu enquanto se vestia para seu caminho de volta.
Foi o rótulo do vinho que chamou a atenção e refrescou toda a cena. Foi o perfume dela que o fez sorrir e saber onde ir almoçar…
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