O quadro completo da humilhação desolada e devastada por mentiras e traições inexplicáveis…
Sempre quis te perguntar por onde andou. Quais caminhos percorreu e quais foram as conquistas ou achados no final desses caminhos. Quantas vezes teve que refazer seus sonhos e quais destinos vieram ao seu encontro sem avisar. Quantas vezes você perseguiu o que o seu coração gritava internamente para você, dizendo que o importante era essa chama de sentimento interno e não o falso glamour e a pose temporária de bens tão voláteis, quanto mentirosos…
Sempre quis saber se quando proclamou o amor, foi de verdade mesmo ou você apenas seguia uma intuição que te traria mais louros e mais fama. Quantas vezes você mudou de caminho para melhor e não forçada por mais uma traição carnal que viria a seguir…
As rosas do feriado estavam despedaçadas no chão. Sem nenhum outro motivo do que passar a noite com você. A cerveja barata amassada no canto, com aquele último gole azedo esquecido no fundo e preenchendo o ambiente com seu cheiro característico. As roupas atiradas pelo chão e você tentando recuperar alguma lembrança boa daquelas últimas horas.
Você se levantou sem beijar o cara que havia passado a noite, porque ele ainda dormia profundamente. Olhou o corpo dele nu mais uma vez e tentou entender por qual razão você decidiu ir até ali. Se vestiu, tomou um gole de uma água na geladeira e saiu conferindo o celular para saber se a traição havia sido descoberta ou não. Era hora de combater a ressaca, o gosto do sexo ruim da noite anterior e encontrar palavras desse suposto amor que você diz carregar no peito…
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