Havia cenas de uma briga qualquer no cardápio do bar. Não era um desenho ou um fato. Era apenas a realidade…

O acre cheiro envelhecido de cerveja impregnava o ar daquela manhã. Tinha cheiro de cerveja usada e abusada, talvez por doses ou talvez por excessos. Porque ali também seguia uma mistura azeda de ponto passado. O disco riscado continuava sua contínua luta de tocar a mesma parte da mesma canção e ninguém parecia notar.

Era um dia quente de outono. Pessoas circulavam como piões, esperando o jogo virar para a rapa que muitos já não se lembravam. O espírito do jogo estava rondando sempre por ali – de dados, até um bafo fora de época para as coleções diminuírem e o dinheiro salvar para a próxima dose.

Dose essa que alcançaria o limite do exagero fazendo o caldo azedar novamente, para no dia seguinte o cheiro acre de cerveja velha, com o shot mais barato e irreconhecível, tomarem conta da outra manhã quente de outono…