Nessa mesma data no passado tudo era tão diferente. Era um outro tempo que a normalidade feliz ecoava em outras paredes…
Aqui é tão frio e impessoal, perco os passos de uma direção imposta e ainda tento sentir seu perfume por entre os cantos do quarto – mesmo este já nem existindo mais. Aqui tenho o calor e o mar que tanto pedi, mas perdi o destino e a respiração que tanto me fez vivo.
Ainda lembro a forma que você cantarolava as músicas que nem entendia a letra e também como tentava sorrir no seu desconforto. Ainda lembro como brilhava quando gostava de algo novo e como era seu sorriso ao abrir a porta para que vivêssemos aquele sonho frágil que nunca seria contado de forma correta.
Muitos me questionam quando eu vou voltar. Quando retomarei aquilo que criei e sonhei por anos… Nunca respondo de forma igual, mas o que me mantém ainda aqui é que você pode voltar. Por um verão, um inverno ou uma tarde qualquer para sorrir de novo e dizer que ainda me ama sem lágrimas nos olhos e vai perfumar meu solitário mundo que tentei criar para nós…
Conte-me algo aqui...