Mas nem todos poderiam transcrever uma história repentina…
Nem todo mundo enxergaria a tensão nos músculos quando se recebe um beijo descompromissado no pescoço. Poucos poetizariam um olhar para as mãos suadas ou um sorriso amarelo de desejo. Quase ninguém conseguiria achar poético o cantar de pássaros madrugada adentro, nas últimas horas de escuridão e carregadas de fluídos.
Eu sou um desses poucos e cada imagem transcrita acima leva um sorriso. Parte irônico, parte alegre e parte desacreditado de tamanha beleza. Uma junção de paralelos que não batem no completo. As músicas sofreram traduções cheias de novos vocabulários e eu segui enfileirando possibilidades, dando goles abstratos em cervejas que explodiram em diferentes sabores e te levando comigo. Em sonhos, em banquetes, em desejos e em risadas e beijos nos dias que nunca chegaram…
Conte-me algo aqui...