Os gritos ensurdeceram o corredor estreito daquela casa. Os cravos brotavam pelos cantos, mas morriam da asfixia daquele predicado cruel…
O café esfriou no pátio traseiro. Eram muitas camadas de uma mesma mentira, de uma ilusão infantil que todos pensavam ser de sucesso e estabilidade. Na verdade, os sons eram a tradução livre do desespero e que arranhava uma porta que queriam ignorar.
Seria uma fuga frágil fugir desse pesadelo? Seria uma fuga vergonhosa, tentar sobreviver à toda aquela desilusão? Seria uma derrota traumática tentar sair desse poço que tantos não faziam ideia da existência?
As questões martelam a insônia que desejava uma noite tranquila, mas que agora trabalha com a frustração estampada nas paredes da realidade. O coração dispara como se estivesse numa maratona de sobrevivência, porque sabe que o sol chegará e provavelmente será mais do mesmo…
E todos ficarão assustados e incrédulos quando descobrir que aquele que eles tanto admiravam, padeceu de uma doença misteriosa e fatal – sem ter chance de pedir auxílio porque ninguém conseguia escutar nada, com toda essa gritaria inicial…
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