Era um refrão antigo, mas completamente atual para seu momento. O ritmo forte sempre o trazia de volta à vida…
Era hora de perceber que muitos estão apenas entorpecidos por bloqueios e situações correntes. Muitos não entendem que ainda podem continuar. Outros tantos se perdem em promessas vazias e ganhos irreais que retroalimentam as frustrações e derrotas. Quase todos aqueles se acomodavam no mesmo mundo, nos mesmos dias e com as mesmas escolhas.
Aquela música traduziria seus passos, quando o mundo apertava entre duas escolhas e uma nova vida aparecia à espreita… Ela dizia que não devíamos ter medo do desconhecido e que devemos deixar fluir toda a nossa vibração e que isso transformaria tudo em volta. Dali, ele fechava os olhos e cantava toda a continuação que dizia para arrumar as coisas e enfrentar a nova estrada, permitia ele chorar, errar e até mesmo não seguir as regras impostas…
E assim ele cantou e tentou espalhar sua motivação ao redor…
Todos sabemos que há músicas que envelhecem de maneira certa – e aquela era uma das poucas que funcionava há duas décadas. E ele sabia que ela continuaria sempre sendo parte dos momentos que ele apenas precisava de um combustível extra, uma animação e, porque não, a certeza que ele estava certo todo esse tempo…
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