Lá fora vem uma tarde furiosa rompendo a luz do sol e correndo contra o seu próprio tempo…
“Venha me libertar do meu ponto de vista cabal” – era essa a súplica que saía da pequena janela que via o mundo parcialmente borrado de poeira e nuvens. O recheio daquela vida era turvo, mas longe de ser confuso. Era fraturado, mas definitivamente finito em existência.
“Quando tudo está perdido, ainda teremos o amanhã…” – era essa a melodia que cantava em sua ducha fria que revigorava o aspecto e acordava um espirito muitas vezes cansado, mas pronto para as batalhas que iriam surgir nas próximas horas.
Aos poucos essas vidas pendentes simplesmente não cortarão o fluxo dos seus pensamentos que reescreveria seu suicídio literal. Matando a vida, a rotina e a descrença que fluía em suas veias. Abrindo livros aleatórios, recitando poesia industrializada e bebendo garrafas de vinho baratas o suficiente para serem o título moral de sua obra maestra e pseudo autoral…
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