O vento me despertou e disse para me apressar porque hoje eu encontraria o amor…

Ele não me deu pistas maiores ou nem ditou o caminho. Ele me derrubou da cama e desfez toda a ordem da minha rotina. Ele soprou para um lado novo e sussurrou para eu continuar e desfrutar. No caminho haviam flores que dançavam nessa valsa descompassada. Pareciam divertidas e acabei percebendo que nem sabia o nome de todas que estavam por ali, mas não importava. A felicidade que pairava naquele momento já valia a pena.

Continuei meus passos e passei por novas paisagens que poderia jurar que não faziam parte da mesma cidade que vivia. Daquela cidade que era tão bela, mas aprisionava tanto quanto as outras que já tinha vivido. “É porque você andava pelo caminho errado”, disse uma mulher do outro lado da rua. Ela estava ali parada e sorria para mim. Eu nunca a havia visto, mas sabia que ela poderia ler meus pensamentos e desvendar todos os meus medos. Ela acenou para mim e eu a abracei de forma intensa. De uma forma que eu não a perdesse ou deixasse que o vento fosse a levar para longe do meu alcance.

Mas de repente o vento já não existia mais. A paisagem mudou. As flores pararam de dançar. Mas ela ainda continuava ali. Sorrindo para mim. Querendo meu beijo. Querendo ser parte dessa história. “Pronto, você me encontrou. Agora a gente vai viver tudo junto” foi o que ela me falou antes do nosso primeiro beijo…