Como uma coleção de ditos que já ditaram meus passos e muitos caminhos perdidos naquela época que muito se dizia, mas pouco entendia…

Eu abri meu coração daquela vez, como se fosse a minha última opção. Porém, sobraram pedaços quando o montei de novo. Ele funciona, mas então por que tudo ali continua espalhado? “Isso é o silêncio da estrada da vida que sobrou nesses olhos úmidos” foi o que você me disse ao ver minha cara de interrogação frente aos números que não me diziam nada além de maiores problemas…

Agora continuo com o meu lado irracional me mantendo acordado a cada crise de insônia, que passa a ser mais corriqueira que minha rotina meticulosamente montada. Uma luz se apaga no prédio da frente, sorte deles que conseguem dormir e sonhar. Nada de anormal, amanhã eu estarei aqui e ela não vai voltar…

E seja sincera ao menos uma vez na vida. Diga que se apaixonou pelos meus pecados e pelas promessas que você criou na loucura sem uma lógica. Me diga que se apaixonou no mesmo momento que eu… Quando eu menti que seria para sempre e nos prendi naquele bendito beijo intenso demais e atirei para o mar as chaves que desatariam esse mal.

“Agora vai ter que ser para toda vida” foram suas primeiras palavras dessa nova fase, que eu achava ser a hora certa, mas que me desmente no final de cada dia…