Em horas de calor e álcool as promessas se intensificaram. Não eram apenas juras sacramentadas, era um início de amor…

Falso e incrédulo. Um amor que não se quis inventar ou discutir, ele existiu e era como se fosse a única coisa necessária para manter em vida. Só era proibido o que não viesse na imaginação, então eles se puseram a inventar e crer que todas as cores presentes na bebida, eram uma nova ordem mundial.

Porém eles não perceberam que a música não havia refrão. Que o intacto buquê estava murcho e que as letras não se comunicavam. O amor foi se desfazendo depois de que o corpo, esgotado, acusou o abuso do álcool e eles dormiram como nunca haviam tentado. O final poderia ser a trágica descrição de um dia seguinte de bebedeira – escolhendo aqui qualquer adjetivo ou imagem que se fizesse presente aqui.

Um casal, enrugados pelo tempo, acordaram os dois jovens que dormiam em sua calçada. Ela riu e falou “Se o amor fosse eterno, não existiria o arrependimento” e ele apenas sorriu “Quem nunca pecou por sonhar com essa ebulição?” e os jovens, sem poder abrir os olhos direito, apenas disseram “Então o amor não existe.” e se foram cambaleando pela ladeira estreita.