É horrível uma fantasia que se torne tão importante na vida e impossível de ser esquecida…
Por que digo isso? Simplesmente pelos dias que passam, pelas horas que temos de ver algo que não gostamos e pelos inúmeros pedidos de liberdade! Ter nossos olhos com sentimentos de amor, com pingos de falsidade e ao mesmo tempo brancos de ternura e paz. Como balancear tal expressão e não se tornar vazio e fechado? Cadenciadamente caminhamos para a escuridão sem volta, a escuridão final de nossos rumos. Sonhamos sempre com o branco livre e belo, mas no final teremos as trevas como destino, com seu gosto acre e implacável.
E só nos é proibido sonhar com felicidades terrenas e matérias desconhecidas. A multa para isso é a dor infinita, o sentimento de culpa, as lágrimas ácidas que caem e ferem meu corpo ainda mais. Fito a escuridão para tentar achar uma saída de um local sem buracos. Sentir o corpo dilatar da tal maneira que nunca voltará a ser como antes… Sempre sonhei com o impossível e sempre morri por isso. Arquitetei planos eternos de amor, de paz e alegrias, mas recebi a recompensa vazia e com espinhos cravados no coração que pulsou com gotas da esperança mais pura e inocente…
Eu tenho saudades! Dos abraços, das noites juntos, das brincadeiras, do sorriso… Tenho saudades do ser completo! E isso talvez que me machuque ainda mais! Dormir e lembrar é o pior dos pesadelos que poderia ter – e talvez sempre terei…
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